Trabalhadores da Famesp suspendem greve em quatro unidades de saúde de Bauru
Após audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os funcionários dos hospitais administrados pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), em Bauru, suspenderam a greve nos hospitais e esperam o pagamento dos salários dos dias não trabalhados até hoje (24). A paralisação, que completou 53 dias nesta quinta-feira atingiu os hospitais de Base (HB) e Estadual (HE), Maternidade Santa Isabel e o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), nos quais os profissionais de saúde reivindicam reajuste salarial há dois anos e aumento no tíquete-refeição.
Durante a audiência, o Sindicato apresentou proposta de reajuste de 11,94% nos salários e benefícios. A proposta foi aceita pela Famesp, desde que houvesse redução do adicional noturno, de 45% para 40% sobre o salário, e das folgas – de três para duas na jornada de 12 por 36 horas e de cinco para quatro nas demais jornadas, contraproposta que foi rejeitada pelo Sindicato.
A audiência no TRT contou com a presença dos representantes do Sindicato da Saúde de Bauru, do presidente da Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira, e representantes do setor patronal.
“Houve avanços, pois até esta audiência, a Famesp oferecia somente reajuste de 3%, mas não podemos aceitar a retirada de direitos”, destaca o presidente da Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira.
“É importante ressaltar que os trabalhadores só voltam a trabalhar amanhã se a administração pagar integralmente até hoje (24) os dias não trabalhados. Este é um compromisso firmado pelo setor patronal na audiência”, reforça Edison.
Os trabalhadores aguardam uma nova proposta da Famesp até 14 de junho, data em que ocorrerá o julgamento de dissídio.
A mobilização de greve iniciou em 31 de março quando os funcionários da Famesp foram às ruas reclamar que há dois anos não recebem reajuste salarial e reivindicam ainda reposição da inflação e aumento do tíquete-refeição de R$ 330 para R$ 500.
Na oportunidade, a administração propôs reajuste salarial de 3% mais R$ 61,00 de tíquete, valores que foram rejeitados pela categoria.