Trabalhadores da Maternidade rejeitam proposta de reajuste de 4,5% em duas parcelas
Os trabalhadores do Hospital Maternidade, em assembleia realizada no último dia 11, rejeitaram a proposta feita pela administração do hospital de reajustar os salários em 4,5%, a ser pago em duas parcelas: 2,5% em junho e 2% em janeiro de 2026. Em contrapartida, o Sinsaúde propôs à direção da unidade o reajuste de 6% sobre os salários vigentes em maio, a ser aplicado a partir de 1º de junho. Além disso, negocia o aumento no vale-alimentação de R$ 180,00 para R$ 400,00 e a manutenção dos benefícios firmados no Acordo Coletivo de Trabalho anterior. A Maternidade tem cerca de mil funcionários que poderão ser beneficiados.
De acordo com o diretor sindical, Peter Douglas Sawinski da Silva, a contraproposta tem por finalidade recompor o poder aquisitivo dos trabalhadores, considerando a inflação acumulada no período. “Se não houver êxito, vamos chamar os trabalhadores para uma mobilização. Estamos em plena Campanha Salarial e o Sindicato não aceita que os salários dos trabalhadores sejam defasados”, afirmou.
A diretora de assuntos culturais, Regiane Amaro Teixeira, disse que os trabalhadores estão indignados com a proposta da Maternidade. “Os trabalhadores recusaram a proposta porque o índice é vergonhoso, ainda mais sendo pago em duas parcelas, sendo que a segunda só em janeiro de 2026. Agora estamos na expectativa de que a gestão aceite a contraproposta feita pelo Sindicato”, disse.
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região