Trabalhadores da Saúde da Colômbia solicitam apoio de sindicatos
A União Nacional dos Trabalhadores da Saúde da Colômbia pede ajuda aos sindicalistas de todo o mundo. Por muitos anos, o governo da Colômbia não fez os investimentos necessários no setor da saúde. Em alguns casos, por meses, não são pagos salários aos médicos ou enfermeiros. Muitas vezes os tratamentos médicos são adiados devido à falta de dinheiro e os pacientes são rejeitados.
Por isso, eles solicitam que o conteúdo da carta abaixo seja enviado por outros sindicatos para os seguintes endereços:
contacto@presidencia.gov.co;
agaviria@minsalud.gov.co;
nmunoz@supersalud.gov.co;
normanjuliom@gmail.com;
clopez@mintrabajo.gov.co;
cacardoname@cafesalud.com.co;
gerencialiquidacion@saludcoop.coop;
glbonillal@cafesalud.com.co;
presidencia@senado.gov.co;
controlpoliticocomision7senado@gmail.com;
Com cópia para:
luzfzambrano@hotmail.com;
carolina.gonzalez@uniglobalunion.org
CIDADE/PAÍS/ DATA
Doutor Juan Manuel Santos
Presidente da República de Colômbia
Bogotá, D.C.
Presente
Senhor Presidente:
/NOME DO SINDICATO/ manifesta sua recusa e indignação pela manipulação indolente que tem dado o governo colombiano ao caso dos trabalhadores e trabalhadoras de SALUDCOOP, representados no Sindicato Nacional de Trabalhadores da Saúde de Colômbia, SINTRASALUDCOL.
Depois de quase cinco anos de intervenção do grupo empresarial, a Superintendência Nacional de Saúde ordenou a liquidação das principais empresas promotoras e prestadoras de saúde do país: SALUDCOOP EPS e Corporação IPS SALUDCOOP, para ser substituídas por CAFESALUD EPS e ESIMED SA.
Da massiva substituição patronal que teve lugar durante o último ano de intervenção, se excluiu de maneira arbitrária a diretivos sindicais de SINTRASALUDCOL e pessoas com doenças profissionais e gestantes. Hoje mais de quinhentos trabalhadores e trabalhadoras esperam atemorizados o levantamento de foros que continue seu curso.
Através da cumplicidade negligente do Governo e sua recusa às propostas de formalização apresentadas pelo sindicato, quase mil empregados se encontram sem pagamento de salários nem de previdência social, já que CAFESALUD e ESIMED deram por finalizado de forma unilateral sua relação com estas terceirizadoras de papel e sem patrimônio às quais não tiveram mais opção que ser liquidadas.
A decisão da empresa de retirar-se da Regional Córdoba de maneira voluntária afetando a mais de 950 famílias cordovesas vinculadas direta ou indiretamente com a empresa, tanto pessoal assistencial quanto pessoal administrativo, também não pode ficar impune.
Por todo o anterior /NOME DO SINDICATO/:
• Condena e exige pôr fim à discriminação e perseguição sindical dos quais são vítimas os membros de SINTRASALUDCOL, quem estão sendo objeto de assédio, negativa de licenças sindicais, discriminação e demissões, com o objetivo de enfraquecer a verdadeira organização dos trabalhadores.
• Exige que restitua o dinheiro dos trabalhadores retido indevidamente e que se tem utilizado para pagar dívidas criadas por funcionários que seu mesmo governo nomeou. O roubo da cota sindical, os meses de salário que se lhes devem junto com as condições deploráveis nas que têm que trabalhar é inaceitável. É dever de seu governo cuidar o direito ao trabalho em condições dignas; dos mil quinhentos desempregados produto de cinco anos de gestão do Estado em uma empresa não é um resultado admissível.
• Instamos ao governo a estabelecer um diálogo com os trabalhadores como o único caminho possível para resolver esta delicada situação que afeta a saúde de todos os colombianos.
Acreditamos de vital importância garantir a todos os colombianos o direito humano básico à saúde. Não podemos permitir que crianças com câncer não recebam seu tratamento pela incompetência do Estado. O assalto à saúde destas crianças e dos de seis milhões e meio de colombianos não podem continuar na impunidade.
/NOME DO SINDICATO/ se solidariza e manifesta seu apoio com a organização sindical SINTRASALUDCOL e acompanhará sua luta internacionalmente para denunciar estes atropelos com os trabalhadores da saúde na Colômbia se esta situação não se resolvesse.
Agradecemos sua atenção à presente e esperamos uma rápida solução entendendo que o diálogo com os trabalhadores não é o problema, mas a solução.
Atenciosamente,
ASSINATURAS