Trabalhadores do AME em Limeira entram em greve por melhores condições de trabalho e salário digno

Trabalhadores do AME em Limeira entram em greve por melhores condições de trabalho e salário digno
Publicado: 22 de julho, 2024
Os trabalhadores do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Limeira, administrado pela Funcamp, entraram em greve nesta quinta-feira (18), em busca de melhores condições de trabalho e um reajuste salarial justo. A decisão foi tomada em assembleia organizada pelo Sinsaúde e realizada na tarde de ontem em frente ao ambulatório.
 
 
Inicialmente, mesmo mobilizados, os trabalhadores decidiram manter as atividades na parte da manhã. Entretanto, em assembleia às 13h, decidiram pela paralisação total das atividades. Durante a greve, será garantida a manutenção mínima de profissionais nos postos de trabalho, conforme a legislação vigente.
 
 
A paralisação é por tempo indeterminado, até que a Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp), gestora da unidade, apresente uma nova proposta. “Eles ofereceram um reajuste salarial de 3,34%, incluindo o mesmo percentual para o vale-refeição, valores estes rejeitados pelos trabalhadores”, explicou Leandro Barreto, presidente da subsede em Limeira.
 
 
A categoria considera o valor insuficiente para atender às suas necessidades de sobrevivência. A falta de uma nova proposta pela Funcamp motivou a continuidade da greve.
 
 
É importante ressaltar que o Sinsaúde vem desempenhando um papel fundamental na organização e condução das negociações, buscando o diálogo com a empresa e um acordo que garanta salários dignos aos trabalhadores do AME. No entanto, diante da negação dos gestores do AME, a greve continua deflagrada. O AME tem 110 trabalhadores.
 
 
O movimento é uma resposta à falta de valorização dos profissionais por parte da direção do AME de Limeira, mesmo com os significativos repasses financeiros do Governo do Estado. Em 2023, receberam R$ 15,3 milhões, conforme extrato do convênio de custeio do ambulatório. Este ano, até o momento, o repasse é de R$ 8,6 milhões.
 
 
Mesmo com esses recursos, a administração não utilizou os fundos para valorizar os trabalhadores, mantendo uma postura autoritária que tem desmotivado os profissionais e prejudicado o ambiente de trabalho.
 
 
A presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento, ressalta que a greve é uma medida extrema, mas necessária, para evidenciar as condições insustentáveis enfrentadas pelos funcionários e exigir uma resposta adequada da Funcamp. “Os trabalhadores permanecem mobilizados e firmes na exigência de uma proposta que atenda às suas reivindicações por melhores condições de trabalho e um reajuste salarial justo”.
 
 
O Sinsaúde acompanha o movimento, oferecendo o suporte necessário à categoria e mantendo o compromisso de defender os direitos e interesses dos trabalhadores da saúde.
 
 
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região