Trabalhadores do AME rejeitam proposta de acordo e entram em greve dia 18

Trabalhadores do AME rejeitam proposta de acordo e entram em greve dia 18
Publicado: 18 de julho, 2024
Os trabalhadores do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) entraram em greve nesta quinta-feira, dia 18/07, a partir das 7h. O movimento é organizado pelo Sinsaúde, subsede de Limeira, após a reprovação pelos trabalhadores da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em assembleia realizada no dia 11 de julho.
 
 
É importante ressaltar que o ambulatório é administrado pela Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp), que propôs o reajuste salarial de 3,34% e o mesmo percentual para o vale-refeição. A pauta de reivindicações do Sinsaúde requer 3,34% de reajuste salarial e mais 8% de aumento real, além da manutenção de todos os direitos já conquistados.
 
 
Leandro Barreto, presidente da subsede em Limeira, afirma que a greve é uma resposta ao que os trabalhadores consideram descaso por parte da gestão. “A proposta apresentada foi considerada insuficiente pelos trabalhadores e não atende às necessidades da nossa categoria, levando à decisão pela deflagração da greve”, explicou.
 
 
Para os trabalhadores, é muito importante o reconhecimento adequado de seus esforços, pois oferecem diariamente um atendimento de qualidade para a população que utiliza o Ambulatório.
 
 
A presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento, ressalta que a Funcamp precisa apresentar uma proposta que atenda às reivindicações da categoria. “Precisamos de valorização em todos os aspectos, principalmente o financeiro”, disse. Durante o período de greve, o sindicato dará todo o suporte para os trabalhadores, inclusive atendimento jurídico para esclarecer eventuais dúvidas.
 
 
Governo do Estado já repassou R$ 8 milhões para o AME em 2024
 
Apesar do repasse este ano de R$ 8.601.782,00 do Governo do Estado para custear o funcionamento do AME de Limeira, a direção da instituição não tem utilizado esses recursos para valorizar os profissionais.
 
 
Em 2023, o AME recebeu R$ 15.257.840,00, conforme o extrato do convênio de custeio do ambulatório. Mesmo com esse repasse, a situação dos profissionais, que não são funcionários públicos, mas atuam como trabalhadores terceirizados, permanece a mesma. Eles recebem remuneração muito inferior, o que gera insatisfação e desmotivação.
 
 
A gestão, que recebe recursos mensalmente para garantir o funcionamento do AME, precisa investir nas pessoas, pois recursos não faltam. É essencial que a administração adote uma visão humanizada do hospital, já que o Governo do Estado assegura o repasse financeiro necessário.
 
 
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região