Trabalhadores do hospital municipal e upas decretam estado de greve em Jaguariúna
Diante da incerteza que cerca o futuro dos trabalhadores do Hospital Municipal de Jaguariúna Walter Ferrari e UPAs com o fim do contrato da organização social (OS) Asamas com a Prefeitura, no dia 31 de dezembro, o Sinsaúde solicitou uma audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho (MPT), para discutir o que acontecerá com os mais de 700 trabalhadores. A audiência no MPT está marcada para o dia 26 de novembro, às 8h.
Em assembleia convocada pelo Sinsaúde na última segunda-feira, dezenas de trabalhadores decidiram entrar em estado de greve até a realização da audiência, quando nova assembleia será realizada às 19h30, com indicativo de greve, caso os direitos trabalhistas não sejam respeitados.
Enquanto isso, entre os dias 21 e 23, diretores sindicais e trabalhadores entregarão uma carta aberta à população explicando o que está acontecendo, e no dia 25, entre 7h e 12h, será realizado um protesto em frente à Prefeitura.
“Existem perguntas que precisam ser respondidas aos trabalhadores”, aponta o diretor Jurídico do Sinsaúde, Paulo Gonçalves. “Os mais de 700 trabalhadores do Hospital e UPAs serão absorvidos pela nova empresa? O que vai acontecer com os trabalhadores que carregam o sistema de saúde nas costas”, questiona.
Respeito ao trabalhador
“Os trabalhadores não podem ficar nessa insegurança do que vai acontecer a partir de 1 de janeiro, se vão ter emprego ou não. A Administração municipal precisa dar resposta urgente”, afirma a diretora Joice Tedeschi. A diretora sindical Elaine Aparecida Silva reforça o pedido. “Esta situação precisa ser resolvida agora. É um desrespeito com os trabalhadores e com a população de Jaguariúna. O Sinsaúde está presente nesta luta com a categoria pelos seus direitos”, afirma.
A presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento, chama os trabalhadores para se unirem ao Sindicato e exigirem das autoridades a defesa dos seus direitos. “É de grande importância também que a população apoie esta luta em defesa da qualidade do atendimento da saúde na cidade”, reforça.
A vice-presidente do Sinsaúde, Juliana Karine, defende que a população de Jaguariúna não merece começar 2025 com uma crise na saúde. “O Sinsaúde está na luta para defender a população e os trabalhadores da saúde. A atitude da Prefeitura não só desrespeita a dedicação e esforço dos trabalhadores, mas também ameaça a dignidade de suas famílias, que dependem do sustento do trabalhador da saúde”.
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região