UGT defende a instalação de bebedouros públicos em São Paulo: Direito à água potável para todos
O acesso à água potável é um direito básico e um fator essencial para garantir saúde, dignidade e bem-estar à população. No entanto, em uma metrópole como São Paulo — uma das maiores cidades do mundo —, esse direito ainda não é plenamente garantido em espaços públicos. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) defende, com veemência, a necessidade urgente de instalação de bebedouros públicos em pontos estratégicos da cidade, como praças, locais de caminhada, parques e terminais de ônibus, especialmente na região central.
A falta de acesso à água potável em espaços públicos não é apenas um problema de infraestrutura; é também uma questão de saúde pública, de justiça social e de sustentabilidade. Em um cenário de aumento constante das temperaturas e recordes de calor em São Paulo, o acesso à água torna-se ainda mais urgente. Segundo especialistas em saúde, a desidratação severa pode ser fatal, e seus riscos aumentam significativamente em dias quentes, mesmo quando as temperaturas não atingem níveis extremos.
Uma pesquisa publicada na conceituada revista médica Circulation revelou que, a partir de 36°C, há um aumento de 9 mortes a cada 1.000 pessoas por causas relacionadas a AVCs e doenças isquêmicas, como infartos. Isso expõe, de maneira clara, a vulnerabilidade da população em um ambiente urbano cada vez mais quente e hostil. Em uma cidade em que o calor extremo se torna uma ameaça constante, a falta de infraestrutura básica, como bebedouros, é uma negligência inaceitável.
Exemplos Internacionais: Um Caminho a Ser Seguido
Grandes cidades ao redor do mundo já entenderam a importância de garantir o acesso público à água potável como um direito fundamental e uma ferramenta de promoção da saúde e da sustentabilidade. Uma reportagem da BBC News Brasil (2017) destacou o esforço de metrópoles globais nesse sentido:
Nova York conta com mais de 3.000 bebedouros públicos espalhados por ruas e parques.
Roma possui mais de 2.000 fontes públicas, muitas delas em funcionamento contínuo.
Paris disponibiliza mais de 1.200 bebedouros em espaços públicos.
Londres tem investido fortemente na instalação de bebedouros para incentivar a redução do uso de garrafas plásticas e enfrentar as ondas de calor.
Esses exemplos mostram que garantir acesso à água potável em espaços públicos não é apenas uma medida de saúde, mas também uma ação ambiental responsável, alinhada com práticas globais de sustentabilidade.
Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e o Acesso à Água
A instalação de bebedouros públicos em São Paulo está diretamente alinhada com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A medida responde a três ODS de forma clara e direta:
ODS 3 – Saúde e Bem-Estar: Busca assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades, até 2030. O acesso fácil à água potável em locais públicos ajuda a prevenir doenças transmitidas pela água e reduz os riscos associados ao calor extremo.
ODS 6 – Água Potável e Saneamento: Garante a disponibilidade e a gestão sustentável da água, promovendo acesso universal e equitativo à água potável e ao saneamento.
ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis: Promove cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis, incentivando o acesso universal a espaços públicos seguros e acessíveis, especialmente para mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência.
O Direito de Todos: Água como Bem Público
Infelizmente, em São Paulo, a realidade ainda está muito aquém do ideal. A Prefeitura disponibiliza tendas com água em dias de calor extremo, mas essa medida é insuficiente diante das dimensões da cidade e do número de pessoas expostas diariamente ao sol escaldante. É inadmissível que, em pleno século XXI, uma metrópole como São Paulo não ofereça acesso gratuito e permanente à água potável em locais públicos.
A UGT considera essa omissão um reflexo de negligência com os direitos da população, especialmente dos trabalhadores que desempenham suas funções nas ruas, como motoristas, entregadores, ambulantes, garis e tantos outros que enfrentam diariamente as altas temperaturas e a falta de infraestrutura básica.
A UGT Exige Medidas Concretas da Prefeitura de São Paulo
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) exige que o prefeito Ricardo Nunes tome medidas urgentes para garantir o acesso à água potável para todos os cidadãos. É necessário instalar bebedouros em pontos estratégicos não apenas no centro, mas também em bairros periféricos e regiões com menor infraestrutura, onde a população é ainda mais vulnerável.
A instalação de bebedouros públicos deve ser uma política permanente e abrangente, e não apenas uma medida emergencial em dias de calor intenso. Garantir o acesso à água potável é um ato de cidadania, responsabilidade social e compromisso com a saúde pública.
Além disso, essa medida também contribuiria para a redução do consumo de garrafas plásticas, promovendo uma cidade mais sustentável e ambientalmente responsável, alinhada com os compromissos globais de combate às mudanças climáticas e proteção do meio ambiente.
Água é Vida, Água é Direito
A UGT reafirma seu compromisso com a luta por condições dignas de vida e trabalho. Defender o acesso à água potável em espaços públicos é defender a saúde, o bem-estar e os direitos básicos da população.
É inadmissível que trabalhadores e cidadãos em geral precisem enfrentar a sede em uma cidade do porte de São Paulo. A UGT seguirá firme na cobrança por uma política pública séria, que priorize a instalação de bebedouros públicos e garanta o acesso universal à água potável, promovendo uma cidade mais justa, inclusiva e humana para todos.
Fonte: UGT