UGT e Siemaco unidos na luta contra o câncer de mama
Mais uma vez, a UGT Nacional, o Siemaco-SP e a Unaccam (União e Apoio ao Combate ao Câncer de Mama) somam ações para enfrentar a doença. O lançamento da Campanha Outubro Rosa aconteceu na quarta-feira, 3 de outubro, no auditório do sindicato.
Entendendo que a difusão de informação de qualidade é a base para a manutenção da saúde e, consequentemente, a de garantir a prevenção, diagnóstico precoce, garantias legais e tratamento que leva à cura da patologia, as entidades convocaram as lideranças sindicais para serem multiplicadores na luta contra o câncer de mama que, apesar de atingir mais as mulheres, também acomete os homens.
As secretárias da Mulher, Márcia Adão (Siemaco) e Regina Zagretti (UGT Nacional), coordenaram os trabalhos ao lado de Andrea Ferreira, diretora do Siemaco e Joyce Ribeiro, da Secretaria da Mulher da UGT. O presidente do Siemaco e diretor-financeiro da UGT, Moacyr Pereira, afirmou: "Todos os anos integramos a Campanha Outubro Rosa, mas a nossa ação pela promoção da saúde é anual. Levamos a informação sobre saúde no ambiente de trabalho, todos os dias".
"Se toquem pela vida. Se cuidem", pediu Regina. Ela lembrou ainda a proximidade das eleições, pontuando que a conscientização sobre a manutenção da saúde tem de ser estendida para a manutenção dos direitos trabalhistas, nas urnas. "Perdemos os nossos direitos trabalhistas e corremos o risco de perder os nossos direitos previdenciários", acentuou.
"Prevenir é mais barato e efetivo", afirmou Márcia. Ela lembrou que o sindicato está ao lado do trabalhador na promoção de todos os direitos, inclusive na saúde.
Abrindo a roda de conversa, Joyce disse que a luta inclui os homens, conclamando-os a cuidarem das suas parceiras. Na sequência, a presidente da Unaccam, Clarísia Ramos, mostrou como as participantes podem se tornar voluntárias na luta contra o câncer de mama e Andrea, mais conhecida como Ferreirinha, esmiuçou o que é e como se prevenir e buscar ajuda quando os sinais do câncer de mama são identificados.
Enfrentando a doença
Flávia Matias Rocha e Neide Roque são exemplos de que o câncer de mama se enfrenta com coragem. Horas antes de se submeter a uma nova seção de fisioterapia, Flávia fez questão de dar o seu depoimento.
O primeiro sinal apareceu ainda na adolescência: um nódulo de oito centímetros, felizmente benigno. Aos 33 anos, contudo, outro sinal mostrou-se maligno. "O bico do meu seio inverteu. Respirei fundo e segui", contou.
Foram 28 seções de quimioterapia, a cirurgia de retirada do nódulo e a reconstrução da mama. Neste período de dor, o amor venceu. "Casei-me careca, em pleno processo de tratamento, graças a Deus". O então namorado, hoje companheiro de vida, não abandonou Flávia, como acontece com muitas mulheres vitimadas pelo câncer de mama.
Neide, por sua vez, além da doença teve de enfrentar o desconhecimento e o medo "daquela coisa ruim". Nascida no Maranhão, ela perdeu o pai, que sucumbiu ao câncer de pâncreas, e a sua mãe preferiu não falar sobre a doença, cercada de mitos e medo.
O câncer chegou a ser descartado, após o exame de mamografia, mas ela insistiu. Intuitivamente pediu ao médico uma investigação maior e após uma ultrassonografia da mama o diagnóstico foi confirmado.
Neide submeteu-se a duas cirurgias, retirou as mamas e sofreu um longo e doloroso tratamento. Hoje, curada, ela tornou-se voluntária na luta pela vida e combate ao câncer de mama. "Todo o meu tratamento foi realizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Para ela, é preciso fortalecer a saúde pública, cobrar investimentos do governo federal e políticas públicas dos legisladores".
Doe um Lenço e Ganhe um Sorriso
A UGT e Siemaco mais uma vez abraçaram a causa, as mulheres dançaram, celebraram a vida e juntas lançaram o desafio pela promoção da autoestima nas pacientes em tratamento do câncer de mama, ao lançar a Campanha "Doe um Lenço e Ganhe um Sorriso".
Há dois anos foram arrecadados centenas de lenços, que foram doados nos hospitais Pérola Byington, referência para mulheres, e Graac, que assiste às crianças.
Fonte: UGT Nacional e Siemaco-SP