Uso de quimioterapia no câncer de mama diminui mesmo sem alterações nas diretrizes, diz pesquisa

Uso de quimioterapia no câncer de mama diminui mesmo sem alterações nas diretrizes, diz pesquisa
Publicado: 12 de dezembro, 2017

 A adoção da quimioterapia como primeira opção de tratamento para tumores de mama em estágio inicial está diminuindo, apesar de diretrizes sobre o controle do tumor permanecerem inalteradas, mostra pesquisa com 3.000 mulheres desenvolvida na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

O estudo foi publicado nesta segunda-feira (11) no "Journal of the National Cancer Institute", publicação do Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos.
Mulheres pesquisadas foram tratadas entre 2013 e 2015. Após categorizar prontuários entre aqueles mais elegíveis para a quimioterapia pelo tipo de tumor, pesquisadores perguntaram aos médicos sobre se o tratamento tinha sido recomendado para suas pacientes.
Com base na análise, eles identificaram que, em 2013, 34,5% dos pacientes tinham passado por quimioterapia -- número que caiu para 21,3% em 2015. No mesmo período, pesquisadores observaram também uma diminuição na recomendação da terapia, de 44,9% para 31,6%.
 
Testes genéticos diminuem uso
Dentre os médicos, pesquisadores escolheram uma amostra de 504 oncologistas para uma entrevista. A ideia era perguntar o porquê da quimioterapia não ter sido recomendada.
Dos entrevistados, 67,4% dos médicos disseram que testes genéticos eram solicitados quando mulheres se negaram a passar pela quimioterapia.
Segundo os médicos, a ideia é verificar a chance do câncer atingir os linfonodos, o que seria um indicativo para o tratamento. Caso o teste indicasse que essa chance é menor, a quimioterapia, assim, não era recomendada.
Dentre as mulheres que aceitaram a quimioterapia, no entanto, a chance do médico pedir o teste é menor: apenas 17,5% solicitavam o exame.
Para os pesquisadores, a adoção do teste indica uma mudança de cultura entre médicos -- que estão passando a se voltar à biologia do tumor para escolhas de tratamento.
 
 
 
Fonte:G1
Foto: Carla Cleto/Governo de Alagoas