Vozes femininas destacam a luta das mulheres durante 3º. Encontro da RedeHosp

Vozes femininas destacam a luta das mulheres durante 3º. Encontro da RedeHosp
Publicado: 05 de março, 2024

 O debate sobre a força da mulher na sociedade, histórias de luta e a necessidade de representatividade nos espaços de poder e decisão foi a tônica do 3º. Encontro da RedeHosp e RedeHosp/RH, realizado no auditório da Faculdade ISI/Sofia, em parceria com o Sinsaúde. O evento, realizado na sexta-feira, 1º. de março, foi a abertura das atividades do Mês da Mulher, que tem como tema a importância da participação feminina em espaços de poder e a luta contra as violações de seus direitos.

 
O cerimonial foi realizado pela diretora da Faculdade ISI-Sofia, Maria Inês Corrêa de Cerqueira César Targa, que destacou a presença das autoridades presentes, como o presidente do TRT-15, Samuel Hugo Lima, do presidente da Câmara, Luiz Carlos Rossini, da secretária de Assistência Social do município, Vandecleya Moro, dos diretores do Sinsaúde, Juliana Machado e Paulo Gonçalves, e da presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento. O Sinsaúde gravou o evento e disponibilizará em suas redes sociais.   
 
Sofia foi uma das palestrantes e contou sua trajetória como trabalhadora da saúde, iniciada aos 16 anos em Cuiabá (MT), a chegada em Campinas e na Santa Casa Irmãos Penteado, até a presidência do Sindicato, que representa cerca de 80 mil trabalhadores em todo o estado de São Paulo. Sofia falou com emoção sobre as profissionais da saúde. “É muito importante que a categoria da saúde, formada 80% por mulheres e que atende a todas as classes de pessoas, seja respeitada e valorizada”, disse.
 
Vozes femininas
 
A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª. Região e presidente do subcomitê de combate ao assédio e à discriminação do TRT-15, Luciane Storer, contou sua trajetória, desde as periferias de São Bernardo do Campo, e sobre os dados de violência contra a mulher, além da necessidade de aprimoramento das leis para garantir seus direitos. “Cinco minutos podem significar muito na vida de uma mulher. Estudo mostra que a cada 5 minutos 175 mulheres são agredidas físicas e emocionalmente no Brasil”, argumentou.
 
A médica Sílvia Maria Santiago, professora da FCM-Unicamp e diretora-executiva de direitos humanos da universidade, falou na sequência e lembrou que sua formação profissional aconteceu no prédio do ISI/Sofia, onde na década de 1970 funcionou a Santa Casa e a Faculdade de Medicina da Unicamp. Contou sobre a sua participação nos comitês sanitários que foram os precursores do SUS (Sistema Único de Saúde). “É necessária a valorização do SUS como política de cidadania”, destaca.
 
A professora Thaíssa Rocha Proni, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho  (Cesit), destacou a luta de todas as mulheres por direitos e elencou, principalmente, a importância da história das mulheres negras, das trabalhadoras em geral e das trabalhadoras da saúde em específico. “Tudo se resume em luta de gênero, de raça e de classe”, disse.
 
Cultura e Paz
 
A advogada e secretária municipal de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas da Prefeitura de Campinas, Eliane Jocelaine Pereira, contou que em sua infância corria pelos corredores da antiga Santa Casa, hoje ISI/Sofia, porque sua mãe foi auxiliar de enfermagem naquelas instalações. Mulher negra, ressaltou a importância da contribuição da sua ancestralidade na construção da nação. “Temos que resgatar nossa história afro-brasileira”. Autora do livro “Eu não vou perturbar sua paz – Dialética sobre cultura de paz e altruísmo”, presenteou os presentes e realizou uma sessão de autógrafos.
 
Terezinha de Carvalho, delegada de polícia aposentada, ex-vereadora de Campinas, palestrou sobre a importância da participação feminina em espaços de poder. Relatou sua trajetória como delegada da mulher e a importância do feminismo nas conquistas históricas das mulheres, desde o direito ao voto como as liberdades e garantias expressas nas leis e políticas públicas. “As feministas foram águias que olharam para o futuro da sociedade”, afirmou.
 
O evento foi finalizado pela responsável pelo departamento de pesquisa pedagógica do ISI/Sofia, Beatriz Vargas. Ela ponderou que a participação das mulheres nos espaços de poder ainda não é suficiente e que é preciso lutar contra o assédio moral, sexual e pela igualdade salarial. “Hoje criamos um movimento no ISI-Sofia sobre a pauta das mulheres”, finalizou. 
 
Fonte: Sinsaúde Campinas