Diretores do Sinsaúde apresentaram à comissão paritária do Hospital Estadual de Sumaré (HES) uma série de reivindicações levantadas pelos trabalhadores da unidade. Parte dos temas integra as negociações da Campanha Salarial 2026 com a Funcamp.
A reunião foi realizada no dia 31 de maio e contou com a participação dos diretores sindicais Júlio Pedro e André Pereira, além de membros da comissão paritária, e do dirigente sindical José Augusto de Sousa.
Um dos temas debatidos foi o plano de carreira para os auxiliares de Enfermagem que desejam ascender à função de técnico de Enfermagem. Os gestores do hospital informaram que pretendem promover 60% dos trabalhadores no prazo de um ano e meio. “Queremos que esse compromisso seja oficializado e incluído no ACT, para que todos os trabalhadores interessados tenham conhecimento e possam se preparar adequadamente”, explica o diretor sindical Júlio Pedro.
Campanha salarial
As discussões da comissão paritária se somam às negociações da Campanha Salarial 2026. Em rodada realizada no dia 12 de junho, o Sinsaúde apresentou a pauta de reivindicações à Funcamp e aguarda uma contraproposta da empresa. Entre as cláusulas, está reajuste salarial acima da inflação, melhoria no vale-cesta e a manutenção dos direitos já conquistados pela categoria.
Outro assunto tratado tanto na comissão quanto nas negociações do ACT é a necessidade de participação do Sindicato em qualquer alteração de jornada de trabalho. “O Sindicato tem deixado claro que nenhuma mudança na jornada pode ser feita de forma unilateral. É fundamental que haja diálogo e negociação com a representação dos trabalhadores”, destaca o diretor de Orientação Sindical, José Augusto de Sousa.
O Sindicato também cobrou providências para corrigir situações de desvio de função identificadas em alguns setores.
Estrutura, pessoal e condições de trabalho
Questões relacionadas às condições de trabalho ocuparam parte importante da pauta. Entre elas está a necessidade de ampliação da sala de descanso dos profissionais. Embora a direção do hospital tenha informado que existe um projeto em andamento, ainda não foi apresentado um cronograma para a execução da obra.
A falta de profissionais em alguns setores também foi apontada. “A insuficiência de trabalhadores em determinadas áreas acaba sobrecarregando as equipes”, ressalta o diretor sindical André Pereira.
Foram relatadas ainda dificuldades relacionadas à concessão de folgas após férias de 15 dias, falhas na entrega de materiais pelo almoxarifado e a necessidade de mais treinamento para trabalhadores da farmácia e para aqueles que passam por transferência de setor.
Também foram discutidos problemas estruturais, como o balcão da farmácia satélite, cuja compra foi solicitada. Os balcões da recepção de funcionários e da farmácia central foram trocados. Outro apontamento foi a instabilidade do portal utilizado para envio de atestados médicos, situação que estaria provocando descontos indevidos nos salários.
Os temas debatidos deverão voltar à pauta da próxima reunião da comissão paritária, que ainda não tem data definida. Para a vice-presidente do Sinsaúde, Juliana Machado, a mobilização da categoria é fundamental para garantir avanços tanto nas negociações do ACT quanto na solução dos problemas enfrentados diariamente pelos trabalhadores. “Nossa categoria precisa permanecer unida e mobilizada para enfrentar os desafios de cada unidade e fortalecer a luta por conquistas que beneficiem todos os trabalhadores da saúde”, afirma.
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região