Dia 31- trabalhou, tem que receber

Por Erivelto Correa de Araújo Presidente do Sindicato da Saúde de Araçatuba e 2º vice-presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Publicado: 01 de julho, 2011

 O que significa o dia 31 para o trabalhador?

Dia trabalhado e nunca recebido.
O que ocorre quando o trabalhador falta ao trabalho no dia 31?
Ele perde um dia e a folga semanal.
Qual dia ele perde, considerando que faltou no dia 31 que ele nunca recebeu? Com certeza, perde um dia trabalhado.
Por que os dias 31 dos meses do nosso calendário nunca foram incluídos na folha de pagamento dos trabalhadores brasileiros?
Será que eles não merecem este benefício?
É claro que merecem, afinal de contas trabalharam e cabe a nós juntos corrigirmos. Mas de que forma? Da forma mais correta. Analisando o passado e o presente, conclui-se que as perdas até agora registradas em prejuízo dos trabalhadores são incalculáveis. E não foi por acaso que decidimos abrir  discussão sobre esta importante questão, mesmo porque, trata-se de um erro que  prejudica toda a classe trabalhadora. É aquele velho adágio: trabalhou, tem que receber. Ninguém é obrigado a trabalhar de graça.
Doravante, em razão do calendário que ocorre durante o ano, os dias 31 dos meses de janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro, totalizando sete dias, estão sendo incorporados nas folhas de pagamento, excetuando a subjornada laborada no mês de fevereiro, que está sendo compensada  pelo excesso laborado nos meses de janeiro e março,  quando os empregadores ficam desobrigados a remunerar os dias 31, ou seja, não é justo trabalhar 28 dias em fevereiro e receber 30. Porém, é muito mais injusto, trabalhar sete dias 31 no ano e não receber nenhum. Você concorda?
Essa iniciativa do SinSaúde de Araçatuba, embora embrionária já está surtindo efeitos positivos em toda região, mesmo porque nos acordos fechados até agora, ela tem sido aprovada pelas entidades hospitalares instaladas na área de abrangência do nosso sindicato numa prova inconteste de que não podemos abandonar a luta cotidiana que travamos para que haja novos e necessários instrumentos de apoio a nossa classe, merecedora de soluções técnicas e objetivas.