Má alimentação traz problemas de saúde e contribui para aumento de peso
O acesso a uma alimentação mais saudável no ambiente de trabalho dos profissionais de saúde é uma necessidade urgente. Seja para tomar um café ou fazer uma refeição, ou ainda aproveitar para passar no banco, o intervalo durante a jornada é um direito de todos os trabalhadores com carteira assinada, regidos pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).
Esse intervalo é mais conhecido como o horário do almoço, mas ele pode ser usado para qualquer fim. É aí que a falta de conscientização – e mesmo de regras no local de trabalho – acaba por contribuir com uma alimentação não saudável do trabalhador que acaba enfrentando problemas, como obesidade e outras doenças decorrentes dos maus hábitos alimentares.
O ritmo alucinante de trabalho que a própria profissão exige prejudica a correta alimentação dos trabalhadores da saúde. Esta situação e agravada pela imposição de horários que nem sempre combinam com a necessidade desta refeição saudável.
Estas boas práticas são defendidas pelas entidades representativas dos profissionais da saúde, na forma de cláusulas das convenções coletivas.
Ainda recentemente foram instituídas diretrizes de promoção da alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho do serviço público federal. Um exemplo que precisa ser seguido nos hospitais e nas unidades de saúde, seja dos municípios, seja do Estado e até na rede particular.
É preciso também instituir, no âmbito das redes de saúde particular e pública, programas de prevenção e controle da obesidade.
Defendemos que os sindicatos de trabalhadores e a própria Federação integrem esforços na busca de melhor qualidade nos hábitos, horários e tipo de alimentação dos profissionais da saúde em seu ambiente de trabalho.
É preciso delimitar diretrizes de promoção da alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho, que deverão ser trabalhadas junto com os profissionais da saúde.
Vemos como necessário o objetivo de reduzir casos decorrentes de agravos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes e, claro, a obesidade.
É preciso que todos se esforcem - sindicatos, federação, hospitais, tanto da rede pública quanto da particular - nos cuidados e caminhos para alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada, divulgando a variedade de alimentos disponíveis e orientando sobre as práticas culinárias, estimulando a valorização da cultura alimentar saudável, dentre outros materiais de educação alimentar e nutricional.