Flexibilização das leis trabalhistas trará prejuízos aos direitos dos trabalhadores

Por Paulo Pimentel, Presidente do Sindicato da Saúde de Santos e Região e 1º vice-presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Publicado: 01 de fevereiro, 2017

 Nos últimos anos, os trabalhadores passaram a observar a imensa crise política e econômica na qual o Brasil está afundado.

Estamos atravessando um cenário de total instabilidade institucional, que está a serviço de um projeto de destruição dos direitos sociais e trabalhistas, que culminará, com certeza, na extinção dos avanços conquistados pelos trabalhadores nas últimas décadas e até com a própria Justiça do Trabalho.

A flexibilização nas relações do trabalho, a redução salarial, a reforma da Previdência Social, dentre outros pontos, são questões centrais no projeto de desmonte das conquistas sociais que a classe empresarial, apoiada por políticos inescrupulosos, muitos deles respondendo por processos criminais, e pela grande mídia, que infesta os meios de comunicação com informações deturpadas, tentam aplicar aos trabalhadores.

Não nos deixemos enganar! Temos, em curso, um processo de desmonte de direitos trabalhistas, que utiliza como falso argumento a “modernização das relações de trabalho” e “preservação dos vínculos de emprego” para criar uma política de arrocho salarial e precarização da força de trabalho.

Aceitar a flexibilização das leis trabalhistas e o desmonte do direito do trabalho, da forma como estão sendo implantados, somente trará prejuízos aos trabalhadores, que já sofrem com os baixos salários e as taxas de desemprego elevadas.

Estamos presenciando, nesses dias tenebrosos, um governo sem legitimidade e mantido por setores resistentes aos avanços e direitos conquistados, após muita luta, pelos trabalhadores.

Portanto, não podemos deixar de ter em mente que a manutenção dos direitos conquistados pelos trabalhadores, de acordo com suas reais necessidades, é ponto essencial para o crescimento e desenvolvimento do Brasil e não pode, sob a falsa alegação de se combater a crise econômica que o País vem enfrentando, ser bombardeada por setores conservadores e atrasados, que estão interessados em tão somente na desvalorização do trabalhador.