A união internacional de dirigentes para uma saúde melhor
Embora seja possível debater quanto ao seu início, a globalização nos mais diversos setores da sociedade não é algo novo, bem como também não se deu de modo uniforme. Se por um lado o capital, representado por grandes corporações, vive há algumas décadas a sua globalização, as organizações do trabalho, em especial as entidades sindicais, entenderam mais recentemente que não podem permanecer alheias ao que aconteceu no mundo em seu setor de representatividade.
É cada vez mais necessário se organizar para que, com diálogo e cooperação mútua, busquem-se as soluções de problemas comuns, considerando não só os cenários regional e nacional, como também o global.
Essa iniciativa exige uma nova postura do dirigente sindical, uma vez que o mesmo deverá estar atento para muito além do que acontece “no seu quintal”. Também é necessário estar em sintonia com as oportunidades de alianças com entidades internacionais dos mais diversos setores, aproveitando a troca de experiências e a união dos ideais, visando encontrar novos caminhos para obter benefícios e reconhecimento para os trabalhadores da saúde.
Essa nova fase no setor sindical nos conclama para uma luta global em favor dos direitos dos trabalhadores, que exige ações, como as realizadas nos dias 12 e 13 de abril no Instituto de Saúde Integrada (ISI), em Campinas. Foi realizada nestes dias a Reunião do Comitê Executivo da Uni Américas Saúde, com a participação de cerca de 30 sindicalistas de diferentes países, como Brasil, Argentina, Canadá, Colômbia, México e Uruguai, que debateram, entre outros assuntos, os reflexos da crise mundial na saúde e suas consequências. Saindo do Brasil, temos também referências como as ações desenvolvidas na Service Employees International Union (SEIU), que representa 2 milhões de trabalhadores dos setores de serviços nos Estados Unidos, no Canadá e Porto Rico.
A internacionalização do compartilhamento de conhecimento e experiências assim como do debate de ideias só têm a acrescentar ao desenvolvimento sindical e beneficiar não só os trabalhadores como também todos os que desfrutam do setor da saúde.