Por João do Nascimento Carvalho Presidente do Sindicato da Saúde de Presidente Prudente e Região e 2º secretário da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Foi de fundamental importância o Encontro Nacional da Saúde para os representantes sindicais de vários Estados do Brasil. Desafio que a Federação paulista da Saúde e seus organizadores cumpriram fielmente, propondo uma programação para que todos pudessem agregar mais conhecimentos, usufruir de momentos de emoção, inclusive com a satisfação dos palestrantes em entreter o público, mantendo-o alerta e participativo. O tema “A Representatividade dos Profissionais da Saúde no Cenário Nacional” trouxe muito conhecimento a todos os participantes e pudemos sair deste congresso mais enriquecido.
O que muda na visão dos sindicalistas um encontro deste porte? Quanto ao plano econômico, as previsões apresentadas não foram boas. Foi ano de eleições, luta pelo poder e sem cumprimento das promessas, principalmente para a área da saúde, que aguarda há mais de 14 anos a aprovação de projetos, como o PL das 30 horas e o piso nacional para o pessoal da enfermagem, que, em sendo aprovados, melhorarão muito a vida destes profissionais que dedicam seu trabalho em função da vida.
O ano de 2014 foi de muitas lutas em busca de conquistas e pouco se avançou. Este ano que se inicia será mais um em que sindicalistas e trabalhadores da saúde suarão a camisa para conquistar direitos e exigir dos políticos eleitos o respeito pela classe trabalhadora, o que inclui respeitar as pessoas que os elegeram.
O Encontro Nacional da Saúde possibilitou reunir sindicalistas de vários Estados e buscar a formação de uma nova confederação, onde os Estados não representados na atual Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) propuseram criar um novo instrumento representativo em nível nacional e buscar o reconhecimento político, para realmente representar os trabalhadores da saúde do Brasil.
A Carta de São Paulo, criada no final do evento, documento que irá dirigir os trabalhos dos sindicalistas, abordou os fatos mais importantes do encontro e foi encaminhada aos governantes para sensibilizá-los nas suas ações em prol das pessoas, especialmente dos trabalhadores da saúde, que são os cuidadores do bem mais precioso que temos: a vida.