Por Sérgio Roberto Balduino da Silva Presidente do Sindicato da Saúde de Ribeirão Preto e Região e diretor de Assuntos da Previdência Social da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Nós, enquanto sindicalistas com atuação em nível regional, devemos aproveitar os bons ventos que sopram para o engrandecimento das entidades sindicais. A participação de nosso presidente Edison Laércio de Oliveira no Congresso Mundial da Uni Global, na Cidade do Cabo, África do Sul, é prova de que estamos caminhando para uma organização sindical em nível mundial, o que certamente terá reflexos positivos para todos.
E as mudanças já começaram a acontecer. O encontro na Cidade do Cabo resultou na aprovação para a criação do I Congresso Mundial da Saúde, que está agendado para maio de 2015, na Argentina. O evento será o primeiro passo para que as diferentes nações se inter-relacionem e compartilhem suas experiências, tratando, especificamente, sobre a questão da saúde.
Apesar das culturas diferentes e realidades distintas, a organização sindical em nível mundial tem muito a contribuir, tendo em vista que o objetivo é o mesmo: evoluir em conquistas para a categoria e melhorar o sistema de saúde como um todo.
Apesar de as nações estarem em níveis diferentes de crescimento, os países menos desenvolvidos, como o Brasil, podem se espelhar em países como Canadá, Reino Unido, Espanha e França, que possuem os melhores sistemas de saúde. No caso da França, o país já teve o sistema de saúde eleito como o melhor do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS), já que o sistema francês é relativamente complexo se comparado ao SUS brasileiro, misturando seguro público com contribuições na folha de salários. Em boa parte dos casos, o atendimento não é gratuito, mas o governo reembolsa parte ou toda a despesa.
Além disso, é notório o investimento dos países europeus nos profissionais da saúde, que são o alicerce de qualquer estabelecimento. Tanto é que a emigração de profissionais de saúde dos países em desenvolvimento para os países europeus e norte americanos tem tomado proporções alarmantes.
Em suma, precisamos aproveitar os bons ventos da organização sindical em nível mundial e aprender com os países que já superaram os problemas que ainda enfrentamos, além de unirmos esforços para alcançar objetivos em comum.