Organização sindical em nível mundial e seus reflexos para o Brasil

Por Sérgio Roberto Balduino da Silva Presidente do Sindicato da Saúde de Ribeirão Preto e Região e diretor de Assuntos da Previdência Social da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Publicado: 01 de fevereiro, 2015

 Nós, enquanto sindicalistas com atuação em nível regional, devemos aproveitar os bons ventos que sopram para o engrandecimento das entidades sindicais. A participação de nosso presidente Edison Laércio de Oliveira no Congresso Mundial da Uni Global, na Cidade do Cabo, África do Sul, é prova de que estamos caminhando para uma organização sindical em nível mundial, o que certamente terá reflexos positivos para todos.

E as mudanças já começaram a acontecer. O encontro na Cidade do Cabo resultou na aprovação para a criação do I Congresso Mundial da Saúde, que está agendado para maio de 2015, na Argentina. O evento será o primeiro passo para que as diferentes nações se inter-relacionem e compartilhem suas experiências, tratando, especificamente, sobre a questão da saúde. 
Apesar das culturas diferentes e realidades distintas, a organização sindical em nível mundial tem muito a contribuir, tendo em vista que o objetivo é o mesmo: evoluir em conquistas para a categoria e melhorar o sistema de saúde como um todo. 
Apesar de as nações estarem em níveis diferentes de crescimento, os países menos desenvolvidos, como o Brasil, podem se espelhar em países como Canadá, Reino Unido, Espanha e França, que possuem os melhores sistemas de saúde.  No caso da França, o país já teve o sistema de saúde eleito como o melhor do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS), já que o sistema francês é relativamente complexo se comparado ao SUS brasileiro, misturando seguro público com contribuições na folha de salários. Em boa parte dos casos, o atendimento não é gratuito, mas o governo reembolsa parte ou toda a despesa.
Além disso, é notório o investimento dos países europeus nos profissionais da saúde, que são o alicerce de qualquer estabelecimento. Tanto é que a emigração de profissionais de saúde dos países em desenvolvimento para os países europeus e norte americanos tem tomado proporções alarmantes.
Em suma, precisamos aproveitar os bons ventos da organização sindical em nível mundial e aprender com os países que já superaram os problemas que ainda enfrentamos, além de unirmos esforços para alcançar objetivos em comum.