Estabelecimentos de saúde bem administrados favorecem o trabalho dos profissionais da saúde
Por Maria Hermann Presidente do Sindicato da Saúde de Rio Claro e Região e diretora cultural da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Com as novas exigências do Conselho Federal de Medicina (CFM), os serviços prestados pelos hospitais, prontos-socorros e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de todo o País prometem ser melhorado consideravelmente.
As resoluções criadas pelo Conselho de Medicina exigem que o tempo de espera para o atendimento nos serviços de urgência e emergência seja de, no máximo, duas horas. Além disso, o paciente só pode ficar na unidade por até 24 horas, devendo receber alta ou ser transferido para uma unidade hospitalar após este período, tendo em vista a falta de leitos. Além disso, exigem dos gestores dos serviços de urgência e emergência garantia de leitos para receber pacientes que precisam de internação, regulamentam o funcionamento do sistema de classificação de risco e obrigam os médicos a um acompanhamento mais intenso na evolução dos pacientes graves dentro das unidades de serviços de urgência e emergência.
Com isso, a avaliação dos usuários que necessitam do atendimento também será gradativamente melhorada, já que o menor tempo de espera para atendimento será o mais notório em curto prazo.
Mas será que os trabalhadores da saúde estão inseridos neste contexto de melhorias? É importante frisar que para os hospitais se adequarem às normas é preciso investir nos trabalhadores. Impossível melhorar e otimizar o atendimento sem aumentar o quadro de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e demais profissionais da saúde, lembrando que a as resoluções quantificam a equipe médica necessária no pronto-socorro, estabelecendo médicos exclusivos para a sala de reanimação, salas de observação e outras apenas para atendimento de consultas.
E, além do redimensionamento de funcionários, é de suma importância remunerá-los de forma mais justa, com salários que realmente compensem os seus esforços, pois são eles os responsáveis pela manutenção da saúde da população. Também se faz urgente que os empresários invistam nos seus funcionários com cursos de aprimoramento profissional. Somente assim, teremos uma melhora geral no sistema de saúde, com um estabelecimento que respeita as resoluções e as normas consideradas ideais para o atendimento de qualidade.
Em suma, se todos cumprirem com sua obrigação, a saúde neste País melhora.