Por Erivelto Corrêa de Araújo Presidente do Sindicato da Saúde de Araçatuba e Região e 2º vice-presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Nós, trabalhadores da saúde, não sabemos quando nossas justas e merecidas reivindicações serão atendidas pelos que se dizem donos do poder. Nossas iniciativas estão paradas no tempo e no espaço, deixando-nos a ver navios. Os exemplos começam pela não aprovação das 30 horas, implantação da NR-32, investimentos na capacitação e aperfeiçoamento profissional e assistência médica para os que cuidam da nossa saúde e merecem qualidade.
Na realidade, está na hora de reverter esse quadro, mas isto só será concretizado quando estivermos unidos para aumentar a nossa representatividade política no Congresso, na Câmara dos Deputados e na Assembleia, onde a saúde continua não sendo prioridade. Estamos sofrendo seguidas derrotas, porque temos apenas o mínimo de representantes que, por mais que briguem, não conseguem as tão sonhadas vitórias.
Estamos a poucos passos de mais um importante evento eleitoral, onde os pretendentes aos cargos e os que pretendem neles continuar já se mobilizam para reunir o máximo de eleitores. Os que lá estão nos representando merecem o nosso apoio, mesmo porque continuam - embora com mínimas forças - buscando soluções para nossas reivindicações. Porém, há que se destacar que hoje somos mais de 700 mil trabalhadores na área da saúde e podemos, sem sombras de dúvidas, aumentar consideravelmente as nossas bancadas nas Casas de Leis.
Existe o ditado que diz: onde existe democracia tem que haver harmonia entre todas as categorias de trabalhadores. No entanto, no caso específico da saúde, a tão sonhada harmonia parece mais distante. Não está havendo a necessária união de esforços em prol dos companheiros que também podem representar a nossa categoria nos mais altos escalões da política nacional e estadual.
Os exemplos das nossas constantes derrotas nas três Casas de Leis são visíveis. A regulamentação da Emenda 29, em 2012, deveria ter colocado ordem no caos que é a saúde brasileira, pois previa percentuais mínimos a serem investidos em saúde, sendo 10% dos recursos da União destinados ao setor. No entanto, a presidente Dilma Rousseff vetou 15 trechos da emenda que foi aprovada, prevendo apenas a aplicação de 12% por parte do Estado e 15% por parte dos municípios. A parte da União fica de acordo com a variação do PIB (Produto Interno Bruto) do ano anterior.
Algum matemático já apresentou um índice exato sobre o crescimento econômico no ano? Claro que não. Por este e outros motivos é chegado o momento da nossa conscientização na hora de votar. Independentemente das ações partidárias, mesmo porque é livre a definição dos candidatos, temos que escolher aquele que realmente possa nos ajudar a conquistar tudo o que já estamos cansados de almejar.
Temos, sim, a obrigação de estabelecer um elo fortalecido e baseado na importância que temos perante a coletividade. Não há outra razão, senão aquela de pensarmos sempre que só a união é que faz a força. E esta força nós temos de sobra para sair fortalecidos no próximo pleito eleitoral que se aproxima. A HORA É AGORA!