Endometriose e as políticas de saúde pública

Por Edna Alves Presidente do Sindicato da Saúde de Jaú e Região e 1ª secretária da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Publicado: 01 de julho, 2014

 A endometriose é uma doença do sexo feminino prevalente durante a fase reprodutiva da mulher.

Doença de múltiplas facetas, de difícil diagnóstico e tratamento e quase nunca o profissional atinge o resultado esperado, pois muitas vezes, o diagnóstico é feito tardiamente com complicações para órgãos, como ovários, trompas, intestinos, bexiga e trato urinário.
Doença benigna, porém com implicações para o lado do psiquismo da dor pela infertilidade e várias muitas é preciso apoio psicológico para controle da patologia.
Estudos mostram que cerca de 10 milhões de mulheres são portadoras da endometriose e em cerca de dois terços das pacientes o diagnóstico é feito de 8 a 10 anos após o início da doença.
Portanto, faz-se necessário que uma política governamental veja a doença sobre outro prisma e a saúde pública se preocupe em treinar profissionais, dando-lhes condições técnicas, aparelhagem, laboratório e exames de imagem a fim de que o diagnóstico seja feito precocemente.
Sabemos que a dor e a infertilidade são consequências do diagnóstico tardio da doença. Mesmo que os profissionais da área saibam que ela existe, que é séria e de difícil tratamento, as complicações severas, principalmente a infertilidade, deixa paciente e médico de mãos atadas diante do maior desejo, que é a maternidade.
Não só a paciente, bem como a família fazem parte desse cortejo desde o início até as complicações tardias incidentes à patologia.
É necessário que o governo abra os olhos e crie mecanismos, por meio da saúde pública, dando condições aos profissionais e às instituições para um diagnóstico precoce, vendo novas avaliações refinadas sobre os impactos na qualidade de vida, na economia dos tratamentos, promovendo, assim, maiores confortos às mulheres e suas famílias.