Por Maria Hermann Presidente do Sindicato da Saúde de Rio Claro e Região e diretora cultural da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
A cada ano que passa se torna mais difícil negociar com os patrões reajuste salarial e cláusulas econômicas e sociais que beneficiem o trabalhador da saúde. Todo ano é a mesma coisa, as mesmas desculpas e os trabalhadores da saúde, principalmente os da enfermagem estão desestimulados; os jovens já não se empolgam tanto com os cursos na área da saúde e com isso já estamos enfrentando a falta de profissionais de enfermagem, que estão sobrecarregados de trabalho, ficando doentes e até cometendo erros por conta do cansaço, do estresse.
Já passou da hora de sermos mais bem reconhecidos pelos nossos políticos e governantes. É preciso que haja um comprometimento e não apenas promessa de campanha eleitoral.
A aprovação da jornada de trabalho de 30 horas semanais e do piso salarial nacional para os trabalhadores da enfermagem se tornou nossa bandeira de luta há muitos anos. Se os respectivos projetos fossem aprovados, veríamos corrigidas as injustiças sociais e teríamos o reconhecimento pelo trabalho que prestamos ao povo, sacrificando, às vezes, nossa família, nossa vida em prol da saúde dos cidadãos. Não basta apenas trazer mais médicos, porque sem os trabalhadores da enfermagem este programa será apenas mais um para tapear o povo brasileiro.
Precisamos da nossa categoria unida para lutar pelos desejos e ideais e só a união é capaz de mostrar a força de um povo trabalhador, comprometido com a saúde dos brasileiros, mas para que tudo isso aconteça, precisamos de políticos, deputados e senadores comprometidos com o desejo de uma vida melhor para os profissionais da saúde, principalmente os da enfermagem, e não somente promessas de campanha eleitoral.
Você, trabalhador da enfermagem, venha carregar esta bandeira junto com nossos sindicatos e a Federação da Saúde do Estado de São Paulo. Venha lutar pela aprovação dos projetos de lei 30 horas e piso salarial nacional da enfermagem. E como cantava Geraldo Vandré: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer...”