Por Aristides Agrelli Filho Presidente do Sindicato da Saúde de São José do Rio Preto e Região e diretor de Legislação e Normas da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Os problemas causados na saúde das pessoas fumantes vêm sendo um tema de debate há anos. Nos últimos oito anos, segundo pesquisa feita, em 2013, pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), houve uma queda de 28% nas pessoas fumantes, mas que 11,3% da população ainda fumam. Mesmo assim houve redução, se compararmos que em 2006 este percentual era de 15,7%.
Esses dados são positivos, mas ainda preocupantes, pois os problemas relacionados ao fumo causam prejuízos enormes para a população fumante e não fumante, pois o governo gasta milhões de reais anualmente para tratar os pacientes que adoecem em decorrência do tabagismo.
Para mudar essa realidade é necessário mais investimentos nas campanhas educativas para evitar que os jovens comecem a fumar e, por outro lado, ampliar os grupos de apoio para ajudar os fumantes a largarem o vício. Todos nós sabemos que não é fácil, mas é preciso conscientizar as pessoas, principalmente, os jovens a não entrarem nesta roda-viva do vício, o qual é tão difícil de abandonar. Atualmente, no País, gasta-se mais para tratar as doenças causadas pelo tabaco do que em programas para combater o vício.
As propagandas que veiculavam o ato de fumar e de ser uma pessoa mais bem aceita na sociedade já não existem mais, porque o governo investiu pesado, proibindo-as. Porém, ainda é necessário reduzir o acesso aos jovens que veem no ato de fumar uma forma de “status”. Isto é coisa do passado, jovens conscientes querem vida saudável, com prática de esportes e não preso a um vício. As restrições impostas por alguns governos de limitar as áreas destinadas aos fumantes ajudaram a diminuir o número de tabagistas, mas não é suficiente, tem que investir mais e criar regulamentos que dificultem o jovem à compra do cigarro.
Outro ponto positivo e necessário seria a realização de campanhas educativas nas escolas para conscientizar as crianças e os jovens dos malefícios e prejuízos que o cigarro causa à saúde e também à vida social.