A Importância da participação na 3ª Passeata Paulista da Saúde

Por Milton Sanches Presidente do Sindicato da Saúde de Sorocaba e Região e direror de Relações Intersindicais da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Publicado: 01 de julho, 2014

 Diz um velho ditado que quem não aparece não é lembrado, por isso precisamos sempre nos lembrar da importância do trabalhador da saúde no contexto da nossa sociedade. Precisamos nos conscientizar de que nós somos uma parcela importante quando se fala em saúde de uma forma geral. 

Nada se materializa se o trabalhador da saúde não estiver inserido, seja ele do setor de enfermagem, serviços gerais, escritório, manutenção, enfim, quem realmente faz a engrenagem girar e são estes os trabalhadores da linha de frente, que medica, acolhe, conforta e não tem o reconhecimento dos políticos, patrões e, via de regra, só são lembrados quando deixam de ser patrões ou políticos para serem pacientes e cuidados por nós.
A Passeata Paulista da Saúde serviu para manter viva na mente da população o que passamos no dia a dia e que esta profissão tão nobre não tem sequer um piso nacional e que sem a jornada de 30 horas para a enfermagem, os profissionais têm que se sujeitar a cansativos plantões de 12 horas e muitas vezes em mais de um hospital para conseguir minimamente manter um padrão decente de vida.
O movimento, organizado pela Federação da Saúde do Estado de São Paulo, teve como objetivo clamar à sociedade e aos empresários da área da saúde que estes profissionais devem ser valorizados, com salários dignos, jornada de trabalho menos estressante, segurança e saúde no seu ambiente de trabalho. Estas são as bandeiras levantadas pela categoria da saúde. Os profissionais querem ter mais tempo com a família, tempo para estudar e se aprimorar com as novidades da área, enfim, eles querem qualidade de vida para poder desempenhar bem seu trabalho. 
A política na área da saúde tem que melhorar, tem que haver mais investimentos e não só em equipamentos, mas em recursos humanos, com número de profissionais suficientes para dar um bom atendimento a uma população que está desacreditada, enfrentando filas faraônicas em hospitais para conseguir uma consulta que seja. Parece que o dimensionamento de trabalhadores em hospitais não é visto pelos empresários e tampouco pelos nossos governantes, que fazem vistas grossas quando não veem lucro nas ações que fazem.
 Por isso, a categoria tem que se mobilizar e sair às ruas, clamar por valorização e exigir que suas reivindicações sejam atendidas. Temos que nos unir e cobrar dos nossos políticos a aprovação dos projetos 30 horas e piso nacional, que estão parados, engavetados, enquanto nós nos desgastamos, trabalhando além da jornada, quando não em dois ou mais hospitais, visando um salário melhor para poder proporcionar à família um mínimo necessário de conforto e lazer.