Algumas bandeiras de luta ainda continuam na agenda da Federação

Por Roberto Gondim Richieri Presidente do Sindicato da Saúde de Piracicaba e Região e diretor-procurador da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Publicado: 01 de fevereiro, 2015

 Pelos próximos cinco anos, a diretoria da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo irá dar continuidade ao importante trabalho que vem desenvolvendo há anos, organizando os sindicatos filiados para avançar em conquistas por melhores condições de trabalho para a categoria da saúde. Com a diretoria da entidade empossada, agora estamos oficialmente em um novo ciclo de trabalho em prol dos profissionais que têm tudo para ser tão vantajoso como no ano anterior. 

Mas, como prioridade, não devemos deixar de insistir nas propostas que já se tornaram batalhas históricas da categoria e que são bandeiras de luta que, se aprovadas, beneficiarão milhares de trabalhadores da saúde, além de atingir positivamente a sociedade brasileira de um modo geral, já que um trabalhador da enfermagem bem remunerado e com uma jornada de trabalho digna consegue oferecer um atendimento de qualidade para os usuários dos estabelecimentos de saúde. 
Refiro-me ao projeto de lei do piso nacional para a enfermagem e ao projeto de lei que estabelece a jornada de 30 horas semanais para os trabalhadores da enfermagem, que tramitam há mais de uma década no Congresso Nacional, aguardando para serem votados. Tais propostas foram citadas em promessas de campanha eleitoral, feitas pela presidente Dilma Roussef ainda em seu primeiro mandato. Ela se comprometeu a reunir esforços com os líderes políticos para que o Congresso Nacional definitivamente aprovasse estas necessidades que consideramos urgentes para a categoria.
E já se passaram quatro anos, com o mandato da presidente sendo renovado e, mais uma vez, nossa representante ainda não cumpriu com sua palavra. Agora, caberá a cobrança e o cumprimento por nós, trabalhadores da saúde, os maiores interessados. Por isso, é importante que possamos assumir nosso compromisso enquanto líderes sindicais de mobilizar os trabalhadores do setor para que eles também cobrem de nossos representantes o que foi prometido em campanha eleitoral. A força de uma categoria, que está indignada e disposta a lutar por seus ideais, não pode ser ignorada, deve ser aproveitada, pois esta força é infinitamente maior que qualquer argumento político e será o diferencial para que as metas sejam alcançadas.  
Muita força e união para que possamos levantar ainda mais alto nossas bandeiras em 2015 e continuar lutando para que a voz da saúde seja finalmente ouvida e respeitada como merece.