Quando virá a importação de enfermeiros, técnicos e demais profissionais da saúde?

Por Paulo Roberto Gondim Richieri Presidente do Sindicato da Saúde de Piracicaba e diretor-procurador da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Publicado: 01 de novembro, 2013

 Tão imediato à apresentação do tema, lembrei-me do Projeto Educação na Saúde (PES), elaborado por nossa Federação, objetivando a qualificação e formação de profissionais para melhor colocação no mercado de trabalho e, consequente, atendimento à sociedade. Parte deste projeto foi financiada por recursos federais (FAT), provenientes de arrecadação de impostos pagos por trabalhadores brasileiros e, assim, contribuiu, naquele governo, para a eficiência na saúde e proteção dos trabalhadores contribuintes. Também outras categorias profissionais puderam beneficiar seus representados, graduando, motivando e inserindo-os no mercado de trabalho.

Agora, diante da importação de médicos, que serão custeados e remunerados com estes mesmos recursos financeiros arrecadados aos cofres públicos, pergunto: Por que não continuarmos beneficiando o povo brasileiro com este dinheiro? Por que não incrementar benéfico e salutar incentivo na qualificação e formação dos trabalhadores brasileiros e jovens brasileiros que esperam para entrar no mercado de trabalho?
E nós, trabalhadores da saúde, também haveremos de ser substituídos por mão de obra pirata? Também haveremos de continuar pagando impostos para agradar estrangeiros enquanto nossos filhos dependem de estudo pagos para se profissionalizarem?
Aceitaremos o desemprego ou o subemprego em benefício daqueles que nada produziram para nosso País?
Com certeza, restar-nos-á algum posto de trabalho junto da alfândega, quando lá carregaremos nas costas os contêineres lotados de gringos, de cujos países de origem receberam o suado dinheiro do trabalhador brasileiro para, de imediato, exportá-lo e se livrarem de suas obrigações sociais. Nosso Brasil está mudando e a saúde piorando.