A greve do Modelo serve de exemplo
Milton Sanches, presidente do Sinsaúde Sorocaba sobre a greve do Hospital Modelo
“Sindicatos e trabalhadores são fortes e não serão ludibriados pelo capital internacional que hoje toma conta da saúde privada do Brasil”
A Greve do Hospital Modelo/Intermédica, que durou 60h teve seu início depois da proposta apresentada pelo Sindicato Patronal, que era de 8% dividido em três vezes, sendo que a última parcela terminaria só em fevereiro de 2017. A proposta foi recusada pelos trabalhadores que decidiram, imediatamente, paralisar as atividades se a empresa não chegasse pelo menos ao índice do mês da data base de maio.
Pouco antes de finalizar as 72 h a empresa fez uma nova proposta sendo que mantinha os 8% mas dividia em 2 vezes neste ano de 2016. A proposta, de novo, foi recusada e os trabalhadores entraram em greve por tempo indeterminado. Uma greve histórica para esse hospital. A teimosia da Intermédica durou 60 h, até que eles reformularam a proposta, oferecendo 9,8% em duas vezes sendo que a primeira parcela de 6% será paga com retroatividade ao mês de maio e a segunda parcela - que a princípio seria paga em novembro - conseguimos antecipar para setembro.
Além disso, ficou acordado também, que os trabalhadores não teriam as horas descontadas e que, nenhum trabalhador sofreria qualquer represália por ter participado do movimento grevista.
Submetida à assembleia, os trabalhadores entenderam a importância daquela luta, aprovaram por unanimidade e retornaram ao trabalho satisfeitos com a conquista.
A nossa luta servirá de exemplo para toda a categoria de medicina de grupo do estado de São Paulo e quem sabe, do Brasil, pois mostrou que juntos, sindicatos e trabalhadores são fortes e não serão ludibriados pelo capital internacional que hoje toma conta da saúde privada do Brasil.
Durante a assembleia foram lidas as palavras do Presidente da Federação, Edison Laércio de Oliveira, que parabenizava os trabalhadores do Hospital Modelo/Intermédica e o Sinsaúde Sorocaba além de ressaltar que a nossa luta seria referência em toda base dos trabalhadores da saúde do Estado de S. Paulo.
Parabéns a todos, e que fique registrado, que a nobreza da nossa profissão que cuida de vidas, não tirará jamais a nossa garra, por melhores condições de trabalho e dignidade para o trabalhador da saúde.