Deputados e senadores foram eleitos para nos representar
Por Paulo Pimentel Presidente do Sindicato da Saúde de Santos e Região, filiado à Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Por vários anos, a categoria da saúde viveu adormecida. “Atolada” em intermináveis plantões, deixando de se mobilizar e lutar por seus direitos e sendo esquecida por nossos governantes.
Mas os ventos da mudança trouxeram novos ares e, com eles, a mobilização tão necessária para que os trabalhadores da saúde possam lutar por salários e condições de trabalho dignos, além de atendimento de qualidade à população.
Um passo importante ocorreu no último dia 11 de maio, na 2ª Passeata Paulista da Saúde, cujo tema foi “Saúde gera Saúde”. O movimento, de iniciativa da nossa Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo, foi um sucesso em todo o Estado. Serviu para alertar a sociedade sobre a importância do trabalho desenvolvido pelos profissionais da saúde e destacando todos os desafios e percalços por eles enfrentados.
Promovemos uma passeata estadual, a segunda, e levamos às ruas as principais reivindicações da categoria: jornada de 30 horas semanais para os profissionais de enfermagem, piso nacional, atendimento médico de qualidade para o setor e mais saúde e segurança no ambiente de trabalho.
Demoramos a “acordar” para essa luta unificada e, diga-se de passagem, por responsabilidade de alguns de nossos companheiros que representam a categoria, mas nunca é tarde para trilhar o caminho certo, pois somente a união de todas as vozes poderá ecoar em favor da saúde de todos nós, chegando aos ouvidos de nossos governantes.
Para se ter uma ideia do quanto fomos deixados de lado, cito o exemplo do PL 2295/2000, que altera a jornada dos profissionais de enfermagem para 30 horas semanais. Lutamos por sua aprovação há 13 anos e ainda estamos aguardando que o referido projeto seja pautado no Congresso para que, finalmente, seja votado. Lamentavelmente, verificamos que acordos políticos que vêm sendo feitos com o Palácio do Governo têm prejudicado os trabalhadores. Nossa resposta, certamente, será dada nas urnas em 2014.