Por Maria Hermann Presidente do Sindicato da Saúde de Rio Claro e Região e diretora de Cultura da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
Um sindicato só será forte se tiver a participação dos trabalhadores e para isso, precisamos relembrar um pouco a era do governo Vargas, que, por meio de lutas dos trabalhadores e sindicalistas, conseguiram muitos benefícios. A exemplo da criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que foi um marco histórico e um avanço muito importante para os trabalhadores, produto da luta sindical e, assim, puderam respirar aliviados, com direitos garantidos em lei. Mas no atual momento político muito se discute para mudanças e extinção de direitos trabalhistas e a pluralização dos sindicatos, visando enfraquecimento das categorias profissionais e seus sindicatos de representação.
Tenho trabalhado em prol dos trabalhadores desde 1971. Por mais de 12 anos, fui diretora do sindicato dos empregados em fábrica de tecidos, participando ativamente das lutas e conquistas dos trabalhadores; estudei, formei-me e passei a representar os trabalhadores da saúde. Durante este tempo, muito se conquistou, como a jornada de trabalho de 36 horas semanais, a mais recente grande conquista que foi a NR-32, que visa garantir a saúde e segurança dos trabalhadores, entre tantas outras discutidas e negociadas todos os anos em Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho.
Mas para que os sindicatos tenham força e representatividade é necessária a participação dos trabalhadores no custeio da entidade sindical por meio das contribuições. É importante que o trabalhador não sindicalizado se conscientize também de suas obrigações perante o sindicato profissional, pois as conquistas são aplicadas para todos e não só aos sindicalizados, apesar das diferentes opiniões entre os juristas sobre as contribuições. O trabalhador deve entender ser justa e legal o desconto das contribuições. Por outro lado, os sindicatos devem ter o bom senso para que as contribuições não onerem demais o trabalhador.
É importante ressaltar que as entidades sindicais têm a obrigação de dar retorno, orientar o trabalhador em suas necessidades, oferecer benefícios aos seus associados. Em nossa entidade sindical, oferecemos gratuitamente aos nossos associados e seus dependentes, inclusive a aposentados, assistências jurídica, odontológica, fisioterapêutica; salão de beleza, além de convênios com farmácias, médicos, psicólogos, colônia de férias, escolas, etc. Felizmente, a maioria de nossos sindicatos e seus dirigentes estão comprometidos com o trabalhador e suas necessidades, como, por exemplo, a luta pela jornada das 30 horas e o piso salarial nacional.
A união de trabalhadores a seus sindicatos de representação só traz benefícios e conquistas a todos para a evolução da categoria.