Profissionais precisam exercer seu direito como cidadãos em prol da categoria
No ano de 2012 fui candidata à vereadora na cidade de Campinas. Obtive 2.041 votos. A proposta de trabalho que defendi e levei para a população e para os trabalhadores da saúde estava focada na qualidade de vida da população, a partir da ótica que, para poder falar em acolhimento e qualidade, é preciso que a pratiquemos em nossos próprios ambientes de trabalho. Esta abordagem nos levou para as ruas, para discutirmos desde creches para as mulheres trabalhadoras do setor do comércio até a jornada de 30 horas para os trabalhadores da saúde. Entendo que uma categoria tão importante e essencial como a da saúde deve ter regras próprias, como NR-32, jornada reduzida de trabalho e salário profissional em lei própria. No setor público, temos enfrentado discussões nas carreiras de enfermagem, em que ainda persistem concursos públicos para auxiliares de enfermagem, que, na verdade, escondem a questão salarial que é inferior à dos técnicos de enfermagem. Na verdade, se quisermos atingir um grau mínimo de qualidade nas instituições de saúde, clínicas, postos de saúde, UPAs, prontos-socorros, devemos levar em conta o efetivo dos trabalhadores que diuturnamente não medem esforços para atender com carinho a população.