Pronto-Socorro de Sorocaba está na UTI
Por Milton Sanches Presidente do Sindicato da Saúde de Sorocaba e Região e diretor de Relações Intersindicais da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
O Pronto-Socorro de Sorocaba está na UTI. Há muito tempo denunciei e já alertei nas reuniões do Conselho Municipal de Saúde, em audiência pública, mas parece que estes alertas não adiantaram.
O Pronto-Socorro, instalado na Santa Casa, foi construído, adaptado na época, 15 anos atrás, para uma população estimada entre 300 mil e 350 mil habitantes, mas hoje temos, seguramente, mais de 600 mil, sem contar a população flutuante que vem das cidades da região, portanto, é humanamente impossível dar um atendimento digno nessas condições a despeito dos profissionais que ali estão, que se desdobram para dar um mínimo de conforto para os pacientes que se amontoam à espera de uma vaga que, às vezes, não vem ou chega tarde demais.
Há que se fazer um esforço conjunto e imediato para desafogar o PS; vamos procurar uma contribuição maior dos parceiros filantrópicos da nossa cidade, pois existe a necessidade premente de se criar vagas novas para dar suporte ao PS da Santa Casa.
Tem que se ampliar com urgência as instalações desse Pronto-Socorro, pois a construção de um Hospital Municipal ou uma Unidade Pré Hospitalar (UPH) na zona leste é um projeto para médio e longo prazos e não dá para esperar mais, pois o tempo urge e a população não merece o que está passando. Temos que investir com a mesma rapidez na contratação de funcionários em números suficientes para dar mais conforto aos pacientes; é preciso contratar médicos que realmente venham para somar e para isso a Prefeitura e a Santa Casa têm que remunerar bem esses profissionais, tanto os médicos como os de apoio, pois, hoje, infelizmente, hospitais de outras cidades estão levando estes profissionais, que partem em busca de salários e condições de trabalho melhores.
E por ultimo, construindo esses pilares que sustentarão o nosso Pronto-Socorro (ampliação e remodelação do prédio, contratação de funcionários e médicos com salários compatíveis com o mercado), basta a Santa Casa cumprir com as suas obrigações de prestadora desse importante serviço para a população e a Prefeitura fiscalizar com rigor esse contrato.