Número de jovens sem trabalho e sem estudar diminui
A taxa de desocupação entre os jovens caiu para o menor nível da Pnad Contínua, do IBGE, e ficou em 10,0%.
•Entre os jovens de 14 a 29 anos, 17,9% estavam sem trabalho e sem estudar. O número tem caído e, no 2º trimestre de 2026, chegou ao menor contingente dos últimos 10 anos: 8,8 milhões.
•60% desses jovens sem-sem estavam envolvidos em outras atividades.
•Apenas 2% disseram que não queriam trabalhar.
•O rendimento médio dos jovens foi de R$ 2.459, valor 32% menor do que o dos ocupados com 30 anos ou mais; 41% dos jovens ocupados ganhavam um salário mínimo ou menos.
•Quase metade (48%) dos jovens ocupados era celetista.
No 2° trimestre de 2026, cerca 8,8 milhões de jovens entre 14 e 29 anos, 17,9% de uma população de 49,1 milhões de pessoas, estavam sem trabalho e fora da escola. Chamados por muitos de geração nem-nem, porque nem trabalham nem estudam, eles experimentam uma realidade diferente da vivida pela juventude dos países desenvolvidos e, por essa razão, não deveriam receber essa denominação. Não se trata apenas de diferenças metodológicas na forma como se mensuram os dados no Brasil em relação a outros países1, mas o termo nem-nem dá a entender que há passividade dos jovens diante do mercado de trabalho. No caso brasileiro, o termo adequado seria sem-sem, pois os dados indicam que:
•É uma fase passageira. Ficar sem trabalho e fora da escola é, em geral, uma situação transitória ou eventual e acontece porque os jovens estão mais propensos a aceitar postos de trabalho precários, sem estabilidade e com alta rotatividade de mão de obra2.
Fonte: Dieese