Soberania nacional entra na disputa eleitoral brasileira

Soberania nacional entra na disputa eleitoral brasileira
Publicado: 19 de agosto, 2026

Até uns poucos meses, o tema Soberania Nacional estava restrito a grupos ideológicos, à esquerda ou à direita, mas com enfoques diferentes. Vale lembrar que o Artigo I, Inciso 1º da Constituição, sacramenta a questão. Agora, Soberania Nacional saiu da bolha e entrou nos debates, campanhas eleitorais proporcionais e principalmente nas majoritárias.

A bandeira foi empunhada com força pelos progressistas, especialmente tendo vista a defesa das terras raras – objeto de desejo dos Estados Unidos, uma vez que, em quantidade, o Brasil só perde para a China.

Por se tratar de reserva mineral vital à indústria de ponta atual e futura, a pressão é imensa, a tal ponto da Câmara Federal aprovar PL que reduz a soberania brasileira sobre essa riqueza natural estratégica. O projeto apressa o manejo das terras raras, em sentido contrário à lentidão com que o Ibama, por exemplo, libera a simples construção pousada na zona rural.

A Agência Sindical falou com Sylvio Costa, jornalista e presidente do movimento Rede pela Soberania. Ele vê com bons olhos a ingresso do tema nas campanhas e no debate eleitoral. Mas observa que há dificuldades em levar o discurso ao grosso da população.

Sylvio diz: “Em síntese, soberania nacional é o direito do povo decidir o que é melhor para seu país, sem a imposição estrangeira”. O presidente do Rede alerta para o risco de retrocesso: “É inaceitável voltarmos à condição de colônia, como já fomos de Portugal e da Inglaterra”.

O presidente do Rede vê, como natural e obrigatório, o abraço à causa. “A soberania passou a ser um eixo forte da campanha de Lula, até em reação a gestos de Donald Trump e de outros altos integrantes do governo dos Estados Unidos. E ganhou centralidade em muitas campanhas eleitorais”. Para Sylvio Costa, a ameaça estrangeira é real.

Ele observa haver um sentimento, ainda que difuso, entre a população em defesa da nossa autonomia. “As pessoas têm a percepção de que, sem Soberania, o Brasil vira refém dos Estados Unidos. Mas é preciso ampliar a materialidade desse sentimento, dar mais objetividade à abordagem”, comenta Sylvio.

Digital – Não é apenas sobre terras raras que trata a Soberania. O presidente do Rede Pela Soberania alerta para “nossa precariedade digital, nosso atraso e falta de soberania nesse setor”.

Senado – O Projeto aprovado pelas lideranças da Câmara dos Deputados (Pl 2.780/2024) será votado pelo Senado. O PL é de autoria do deputado José da Silva (União-MG). Sylvio Costa pede a atenção de todos e o engajamento contra a matéria que, se aprovada, “submete a autonomia do Brasil a interesses estrangeiros, especialmente aos de Donald Trump.

Fonte: AgÊncia Sindical

 

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