Dieese faz Balanço das greves do primeiro semestre de 2026
Em comparação com o primeiro semestre do ano anterior, o número de greves deste primeiro semestre de 2026 decresceu de 546 para 471 (-14%). Nas empresas estatais, a queda no número das mobilizações foi a mais acentuada: de 34 para 17 (-50%). Nas empresas privadas, passou de 290 para 245 (-16%) e, no funcionalismo público, de 221 para 208 (-6%).
As greves na esfera privada continuam a predominar, ainda que de modo pouco pronunciado, sobre aquelas da esfera pública. Mais de dois terços (71%) das mobilizações no funcionalismo público ocorreram no nível administrativo municipal e cerca de metade (48%) foi deflagrada por profissionais da educação.
Quase dois terços (63%) das pautas de reivindicações dessa esfera fazem menção ao reajuste de salários. A seguir vêm as reivindicações por melhores condições de trabalho (37%). Nas empresas estatais, trabalhadores urbanitários foram responsáveis por 29% das greves deflagradas; trabalhadores de limpeza e conservação, por 24%; e trabalhadores das comunicações (Correios), por 18%. Itens relativos ao reajuste dos salários compuseram quase metade (47%) das pautas de reivindicações. Menções às condições de trabalho estiveram em 41% das paralisações.
Por fim, na esfera privada, 75% das mobilizações ocorreram no setor de serviços. Trabalhadores de limpeza e conservação, preparo de refeições coletivas, portaria e recepção foram responsáveis por 27% das greves – mesma participação dos trabalhadores em transportes, em especial os do transporte rodoviário coletivo urbano. No conjunto das reivindicações das empresas privadas, a demanda pela regularização de salários em atraso foi a mais frequente, presente em quase metade das greves (48%), seguida por questões relativas à alimentação (40%).
Fonte: Dieese