Grupo de Flávio Bolsonaro quer impedir discussão do fim da 6×1, prevista para hoje no Senado

Apesar disso, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu preservar a agenda de debates da proposta.
Grupo de Flávio Bolsonaro quer impedir discussão do fim da 6×1, prevista para hoje no Senado
Publicado: 06 de outubro, 2026

O cenário político desenhado pelas eleições de domingo (4), com a predominância de Flávio Bolsonaro no 1º turno da eleição preidencial, deve dificultar o avanço da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado. Apesar disso, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu preservar a agenda de debates da proposta.

A PEC, cujo autor principal é o deputado Reginaldo Lopes, do PT de MG,  será discutida em três sessões semipresenciais. A primeira está marcada para esta terça-feira (6), com outras duas previstas para quarta (7) e quinta-feira (8). A manutenção do cronograma, porém, não significa que exista consenso para levar a matéria à votação.

O fim da escala 6×1 é uma das bandeiras do presidente Lula e por isso o crescimento da direita nas urnas tornou ainda mais difícil reunir apoio suficiente para fazer a proposta avançar no Senado. A oposição trabalha para esvaziar as sessões e impedir que seja alcançado o quórum necessário.

A definição de Alcolumbre ocorreu na sexta-feira (2), às vésperas do primeiro turno. Na ocasião, a decisão foi vista como um gesto de aproximação com o governo Lula, que considera o encerramento da escala 6×1 uma de suas principais pautas no Congresso. A PEC já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio.

Como a PEC pode avançar
O regimento do Senado estabelece que uma proposta de emenda à Constituição seja submetida a cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Se for aprovada, precisa passar por mais três sessões de debate antes da segunda votação.

Existe a possibilidade de reduzir esse intervalo por meio da aprovação de um calendário especial. Para isso, no entanto, é necessária maioria simples dos senadores. A estratégia da oposição de não comparecer às sessões dificulta a obtenção do quórum e, consequentemente, a aceleração da tramitação.

Direita ganha força no Senado
O resultado eleitoral também alterou a correlação de forças dentro da Casa. Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos, enquanto o petista obteve 45,16%.

O PL foi um dos principais beneficiados pela votação para o Senado. O partido elegeu 19 parlamentares e, a partir de 2027, deverá formar uma bancada de 28 senadores.

O crescimento da legenda pode ter impacto direto na sucessão da presidência do Senado. Alcolumbre pretende disputar novamente o comando da Casa, mas terá pela frente uma candidatura apoiada pelo PL.

Em entrevista à GloboNews, o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, confirmou que Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro, será candidato à presidência do Senado em 2027.

 

Fonte: ICL Notícias
 

Tags relacionadas