Sinsaúde vence ação e Justiça determina que Davita cumpra Convenção Coletiva
O Sinsaúde conquistou vitória na Justiça do Trabalho de Araraquara em ação ajuizada contra a Davita Serviços de Nefrologia por descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026. A sentença condena a empresa a conceder o reajuste salarial previsto no instrumento coletivo, pagar multa pelo descumprimento e quitar os reflexos em 13º salário, férias acrescidas de um terço e indenizações devidas aos trabalhadores demitidos.
A ação do Sinsaúde, julgada no dia 13 de julho, pede os 5,20% de reajuste, que é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de junho de 2024 a maio de 2025, a partir de junho do ano passado, com pagamento das diferenças salariais e multa de 10% pelo descumprimento do instrumento coletivo por mês e por funcionário. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.
O Sinsaúde moveu a ação após a Davita deixar de cumprir a convenção firmada com a representação patronal, que assegura não apenas as cláusulas econômicas, mas também direitos e garantias sociais da categoria.
Para o diretor da subsede do Sinsaúde em Araraquara, Paulo Gonçalves Jr., não há justificativa para a empresa não cumprir a convenção. “Os trabalhadores dedicam suas vidas ao trabalho e precisam ser reconhecidos e valorizados. Estamos novamente em Campanha Salarial e a Davita não pagou nem a do ano passado”, pondera.
O diretor de Assuntos Jurídicos, Paulo Gonçalves explica que a Justiça reconheceu o direito dos trabalhadores. “O Sindicato irá defender o cumprimento da convenção até a última cláusula”, afirma.
A vice-presidente do Sinsaúde, Juliana Machado, afirma que o resultado da ação mostra a importância de um Sindicato forte e estruturado.
“Nestas horas os trabalhadores se dão conta de que estar sindicalizado e fazer parte da luta é essencial para garantir os direitos trabalhistas básicos”, avalia.
Lucro milionário
A Davita, de acordo com seu próprio site e relatório financeiro global, é uma empresa com 115 clínicas, 28 mil pacientes e 2 bilhões de dólares em lucro no ano passado, que cresceu 14% em 2025, mas que reluta em pagar reajuste salarial aos trabalhadores. A empresa argumentou que não deu o reajuste aos profissionais da Enfermagem porque estes recebiam as diferenças do piso nacional.
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região