Sintrasaúde cobra solução para salários atrasados na UPA do Casqueiro e alerta para futuras rescisões
O Sintrasaúde intensificou a cobrança por uma solução para o atraso no pagamento dos salários dos trabalhadores da UPA do Casqueiro, em Cubatão. O presidente da entidade, Ademir Irussa, esteve na unidade após receber denúncias dos colaboradores sobre o não pagamento dos salários referentes ao mês de agosto.
Diante da situação, os trabalhadores procuraram o sindicato em busca de apoio e providências para que seus direitos sejam garantidos. Segundo informações repassadas pela OSs IASE, responsável pela gestão da unidade, o atraso teria ocorrido porque a Prefeitura de Cubatão não realizou o repasse dos recursos necessários para o pagamento dos profissionais.
Para buscar esclarecimentos e uma solução, Ademir Irussa entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Cubatão. Em resposta, o atual secretário em exercício Allan Clemente informou que o repasse não teria sido realizado em razão de questões jurídicas envolvendo a organização social gestora da UPA.
O presidente do Sintrasaúde cobrou uma solução urgente para o impasse, ressaltando que os trabalhadores não podem ser penalizados por problemas administrativos, contratuais ou jurídicos existentes entre o poder público e a organização responsável pela gestão do serviço.
“Independentemente das questões existentes entre a Prefeitura e a gestora, os trabalhadores prestaram seus serviços e precisam receber seus salários. Estamos cobrando uma solução para que esses profissionais não continuem arcando com as consequências de um problema que não foi criado por eles”, reforçou Ademir Irussa.
Fim do contrato aumenta preocupação do sindicato
Além dos salários atrasados, outra questão preocupa o Sintrasaúde: a proximidade do término do contrato entre a Prefeitura de Cubatão e a OS IASE.
Com o encerramento do contrato, poderão ocorrer desligamentos e, consequentemente, o pagamento das respectivas verbas rescisórias. Para o sindicato, o atual atraso salarial acende um sinal de alerta sobre como serão garantidos os recursos necessários para quitar corretamente os direitos dos trabalhadores no momento das rescisões.
O Presidente quer esclarecimentos e garantias de que os profissionais não ficarão desamparados diante de uma eventual mudança na gestão da unidade.
A entidade sindical seguirá acompanhando o caso e cobrando da Prefeitura e da gestora medidas concretas para a regularização imediata dos salários, além de transparência sobre o encerramento do contrato e a garantia do pagamento integral das futuras verbas rescisórias.
Para o Sintrasaúde, questões administrativas e jurídicas entre contratante e gestora não podem colocar em risco o salário, a segurança financeira e os direitos de quem mantém diariamente o atendimento à população.
Fonte: Sintrasaúde