Trabalhadores do Hospital Guarujá rejeitam proposta da IBMI e autorizam SINTRASAÚDE a buscar solução junto ao MPT

A proposta foi apresentada de forma unilateral pela própria IBMI.
Trabalhadores do Hospital Guarujá rejeitam proposta da IBMI e autorizam SINTRASAÚDE a buscar solução junto ao MPT
Publicado: 08 de julho, 2026

Em assembleia realizada na última segunda-feira (06), o presidente do SINTRASAÚDE, Ademir Irussa, reuniu-se com os trabalhadores do Hospital Guarujá para apresentar a proposta encaminhada pela gestora IBMI referente ao pagamento das verbas rescisórias dos funcionários, cujos contratos de trabalho foram encerrados em dezembro de 2025.


A proposta foi apresentada de forma unilateral pela própria IBMI, que procurou o sindicato para intermediar as negociações. Pelo documento, a empresa propõe quitar apenas 60% dos valores devidos, com desconto de 40% sobre os créditos trabalhistas, além de parcelar o pagamento em até 36 vezes.


Durante a assembleia, os trabalhadores rejeitaram a proposta por unanimidade, considerando que ela representa um grande prejuízo financeiro e não respeita os direitos dos empregados, que aguardam o recebimento das verbas rescisórias há sete meses.


Além da rejeição da proposta, os trabalhadores autorizaram o SINTRASAÚDE a conduzir as negociações com a empresa e, caso não haja avanço nas tratativas, representar a categoria junto ao Ministério Público do Trabalho e adotar as medidas judiciais cabíveis para garantir o pagamento integral dos direitos.


Para o presidente do SINTRASAÚDE, Ademir Irussa, a proposta apresentada é inaceitável.


"Não podemos aceitar que trabalhadores que já esperam há sete meses pelas suas verbas rescisórias tenham que abrir mão de 40% do que lhes é devido e ainda aguardem mais três anos para receber. Essa proposta está muito distante do que consideramos justo. O sindicato continuará defendendo os direitos da categoria e buscará todas as medidas necessárias para garantir uma solução digna aos trabalhadores."


O presidente informou que o sindicato já encaminhou uma contraproposta à IBMI, concedendo prazo de 48 horas para manifestação.


Entre os principais pontos da contraproposta estão:
•    pagamento integral das verbas rescisórias, incluindo a multa prevista no artigo 477 da CLT;
•    inclusão da empresa Essencial como responsável subsidiária e avalista dos créditos trabalhistas devidos;
•    quitação dos valores apurados em até seis parcelas.


O SINTRASAÚDE reafirma seu compromisso com a defesa dos trabalhadores e continuará acompanhando o caso de forma permanente, buscando uma solução que respeite os direitos da categoria e assegure o recebimento integral das verbas rescisórias.
 

Fonte: Sintrasaúde

 

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