O Sinsaúde convoca os trabalhadores do Hospital Estadual Francisco Morato “Professor Carlos da Silva Lacaz” para assembleia nos dias 4 e 5, das 17h30 às 19h30, em frente à unidade, no município de Francisco Morato. O objetivo é discutir o corte do adicional de insalubridade no setor administrativo, reivindicar o aumento do auxílio-alimentação e o cumprimento do direito à folga do Dia do Trabalhador da Saúde. O hospital é administrado pela Associação Congregação Santa Catarina e não tem cumprido as normas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada com o Sindhosfil.
“A diretoria e um advogado do Sindicato estarão presentes para conduzir a assembleia, orientar os profissionais e avaliar as medidas jurídicas diante do descumprimento da convenção”, disse a presidente do Sinsaúde de Campinas e Região, Juliana Karine Machado.
O hospital tem cerca de 800 trabalhadores.
Adicional de insalubridade
O adicional de insalubridade de 20%, previsto na CCT, foi cortado do setor administrativo. A vice-presidente do Sinsaúde explica que o benefício funciona como uma espécie de indenização para trabalhadores expostos a riscos.
“Quem atua na área administrativa também está sujeito a risco constante de contaminação, já que mantém contato direto com pacientes doentes. Infelizmente, esse corte é apenas um dos exemplos do descumprimento da convenção coletiva pelo hospital. O Sindicato defende o pagamento da insalubridade para todos os trabalhadores, de acordo com o grau de exposição, como determina a CCT”, afirmou Juliana.
A diretora sindical, Luara Martins Duarte, lamenta a medida. “É um grave retrocesso, que ignora a realidade diária dos profissionais e enfraquece a valorização de quem sustenta o serviço público e a assistência à população. Vamos lutar para reverter isso”, disse.
O adicional de insalubridade é garantido pela CCT e pela CLT, sendo definido por setor, função e tipo de atividade, com base em avaliação técnica:
10% – grau mínimo
20% – grau médio
40% – grau máximo
Auxílio-alimentação
A presidente da subsede do Sinsaúde em Jundiaí, Beatriz Lúcia de Castro, destacou a insatisfação dos trabalhadores com o valor do auxílio-alimentação. “O hospital paga R$ 174,00, mas a norma coletiva exige o fornecimento de uma cesta básica com 16 itens. Ou entregam a cesta ou pagam corretamente o valor correspondente”, explicou. Segundo levantamento do sindicato, o custo médio desses itens no comércio varia entre R$ 280,00 e R$ 320,00.
Folga do Dia do Trabalhador da Saúde
Os trabalhadores deveriam ter folga no dia 12 de maio, Dia do Trabalhador da Saúde, ou receber pagamento equivalente a horas extras caso atuem nessa data. No entanto, o hospital não cumpre essa obrigação, descumprindo direitos previstos na lei e na convenção coletiva.
Fonte: Sinsaúde Campinas e Região