O conglomerado argentino Olmos está prestes a entrar no mercado brasileiro de hemodiálise para pacientes crônicos por meio da compra de clínicas da DaVita. A gigante americana, que é líder do segmento no país, está obrigada a se desfazer de parte de seus ativos por imposição de um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
As partes assinaram contrato nos últimos dias. Não estão claros os valores nem a lista exata de ativos envolvidos, mas o pacote adquirido abrange clínicas nas regiões metropolitanas de Rio e Recife, nas cidades de São Paulo e João Pessoa e no Distrito Federal. A aquisição ainda precisa passar pelo crivo do Cade para se concretizar.
A venda faz parte do Acordo em Controle de Concentrações (ACC), assinado junto ao Tribunal do Cade em abril passado com o objetivo de viabilizar a compra da Brasnefro, do grupo Fresenius Medical Care (FMC), pela rival DaVita. As empresas atuam em hemodiálise, inclusive na prestação de serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Antes do acordo, a área técnica do órgão havia sugerido a reprovação da operação porque ela provocaria concentração em algumas regiões e poderia afetar até o custo do SUS com hemodiálises.
Jornais
A Fresenius é um grupo alemão que, nos últimos anos, decidiu se desfazer de uma série de ativos na América do Sul. Em 2023, vendeu para o próprio grupo Olmos as operações na Argentina. No ano seguinte, vendeu para a DaVita 154 clínicas de diálise no Brasil, Chile, Equador e Colômbia por US$ 300 milhões.
Já o Grupo Olmos é um conglomerado diversificado, atuando também em áreas como seguros, tecnologia e meios de comunicação. É dono dos jornais portenhos Crónica e BAE Negocios.
Fonte: O Globo