Resultados dependem de muita luta e também de gente disposta a lutar junto

Por Edison Laércio de Oliveira Presidente do Sinsaúde Campinas e Região
Publicado: 13 de agosto, 2026

Depois de quatro meses de negociação dura, o Sinsaúde fechou com o Sindhosp a Convenção Coletiva de Trabalho 2026 e a campanha “Mostra Tua Força”: reajuste integral pelo INPC (4,42%) sobre os salários de maio, 6% no vale-cesta (que já passou para R$ 265,00), manutenção dos benefícios por mais um ano, e o pagamento das diferenças de junho a agosto em abono único — 13,26% de uma vez, com o reajuste integrado ao salário a partir de setembro.

Foi um bom resultado. Mas precisa ficar claro: ele não caiu do céu. Veio de um sindicato que insistiu e pressionou até arrancar um acordo melhor dos que foram oferecidos. E cada rodada dessas foi travada pela diretoria praticamente sozinha, pois os trabalhadores amedrontados assistiam de longe ou por comentários (negativos) nas redes sociais.

 

Carta de oposição enfraquece sindicato

Essa distância entre sindicato e trabalhadores tem um custo. Quando a categoria não participa, quem ganha força é o outro lado. E ele tem nome: Sindhosp, sindicato patronal que representa hospitais, clínicas e laboratórios particulares — e que, na prática, está a serviço dos grandes grupos como Amil, Rede D’Or e Fleury.

São esses patrões que se beneficiam direto de uma categoria desmobilizada, e iniciativas como a carta de oposição às contribuições sindicais não são um gesto inteligente: enfraquecem o sindicato exatamente no momento em que ele mais precisa de força para negociar.

Fica o recado para você que trabalha em hospitais, clínicas e laboratórios: os patrões não negociam com as redes sociais. Eles negociam com categoria organizada, presente e unida. Assembleia cheia vale mais que mil comentários no Instagram. A força que conquistou o reajuste deste ano (que por lei seria Zero) só cresce se mais gente vier junto física e ativamente — e é isso que vai definir o tamanho da próxima conquista. Venha: MOSTRA A TUA FORÇA!